Janeiro teve maior número de casos de covid-19 em Porto Alegre desde o início da pandemia

O maior pico anterior havia sido em março de 2021, na ocasião da chegada da variante Gama

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O mês de janeiro teve o maior número de casos de Covid-19 observados desde o início da pandemia de Covid-19 em Porto Alegre. Foram 13.109 casos da nova variante Ômicron na Capital na terceira semana epidemiológica do mês. O maior pico anterior havia sido em março de 2021, na ocasião da chegada da variante Gama. Naquele mês, o registro foi de 9.537 casos.

O aumento no número de casos de covid-19 na cidade ocorreu desde a última semana de dezembro, momento em que foi declarada a transmissão comunitária da variante Ômicron. Para a SMS (Secretaria Municipal da Saúde), esta correlação comprova a alta transmissibilidade da variante, conforme ocorreu em outros países.

Consequentemente, esse aumento teve impacto nos atendimentos nas unidades de saúde da Capital. Em janeiro deste ano, elas registraram 38.207 atendimentos de síndrome gripal e 5.659 de doenças respiratórias, um total de 43.866. Este é o maior número desde o início da pandemia. Em março do ano passado, período de maior pico até então, foram 20.594 atendimentos por síndrome gripal e 3.637 de doenças respiratórias, um total de 24.231 registros nas duas áreas.

A direção da Atenção Primária da Capital destaca que, no mês de janeiro, houve um pico de atendimentos de pacientes respiratórios no dia 24, com uma taxa de positividade de 48,8% no dia 26. “Consideramos a semana do dia 24 ao dia 28 o nosso pico de atendimentos da variante Ômicron, com média diária de 2.360 casos positivos. A partir daí, passamos a verificar uma desaceleração na procura por testagem”, explica a diretora de Atenção Primária da SMS, Caroline Schirmer.

No entanto, a SMS também constatou que a magnitude do aumento de casos não foi acompanhada de um aumento nos casos de atendimentos nos pronto-atendimentos, internações hospitalares de enfermaria e UTIs. “Essa diferença de acometimento deve ter se dado predominantemente pelo efeito da cobertura vacinal da população de Porto Alegre e de municípios para os quais a cidade é referência”, afirma João Marcelo Fonseca, médico da Assessoria de Planejamento da SMS.

Passado este mês, a SMS já verifica redução na procura por atendimento em unidades de saúde. Os patamares já estão no nível pós-Ano-Novo, com média de mil atendimentos diários de sintomáticos respiratórios nas 132 unidades e a tendência segue de queda nas próximas semanas. Mesmo assim, a SMS pede a população que não relaxe nas medidas de prevenção, como uso de máscaras e álcool em gel, e que completem o esquema vacinal.


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