Câncer nos olhos: Sorigs alerta para importância do diagnóstico precoce em crianças

A detecção precoce pode evitar sequelas provenientes do tratamento e aumentar as chances de preservação da visão e do olho.

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Os jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin anunciaram em suas redes sociais que a filha Lua, de dois anos, está com câncer nos olhos.

A doença conhecida como retinoblastoma, tumor que acontece na retina devido ao crescimento desordenado das células dessa região ocular, é mais comum em bebês e crianças pequenas. Considerado raro, o tumor intraocular corresponde a 3% dos cânceres infantis.

O fundo de olho é o exame de rastreamento indicado para diagnosticar em crianças assintomáticas e ele é feito por médicos oftalmologistas.

“A detecção precoce pode evitar sequelas provenientes do tratamento e aumentar as chances de preservação da visão e do olho. Por isso, reforçamos a importância do acompanhamento de um médico oftalmologista desde uma idade precoce. A prevenção é fundamental para manter a saúde ocular”, destaca o presidente da Sorigs (Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul), Marcos Brunstein.

Após o nascimento, recomenda-se levar a criança ao oftalmologista antes dela completar um ano de idade, conforme explica a diretora Social da Sorigs, oftalmopediatra, Juliana Wagner Dada.

“Ao nascer, a criança passa pelo teste do olhinho na maternidade com o pediatra. Se este teste estiver normal, a criança não for prematura e não apresentar outro sintoma, o recomendado é que seja feito o primeiro exame completo, com dilatação das pupilas, entre os 6 e os 12 meses de vida”, salienta.

Os oftalmologistas também fazem um alerta para outras maneiras de detecção da doença. “Muitas vezes, a doença é detectada em estágio inicial pelos pais ou diagnosticada pelo pediatra da criança, durante a realização de exame físico é possível observar como ela olha, se há diferença nos olhos, nos movimentos e na visão. Em ambos os casos é fundamental a procura de um especialista para o diagnóstico preciso e início imediato do tratamento”, reforça Brunstein.

Sobre a doença

Ela se desenvolve na retina, que é uma estrutura de tecido nervoso que reveste a parte interna do olho, sendo uma das responsáveis por detectar a luz e enviar sinais para o cérebro, permitindo a visão.

Em cerca de 60% dos casos, as crianças apresentam retinoblastoma em um único olho. Os casos bilaterais, ou seja, nos dois olhos, situação semelhante ao da filha do jornalista Tiago Leifert, ocorrem em 40% dos casos e podem ser hereditários.

Sintomas

O sintoma mais comum é o conhecido “olho de gato”, quando ao direcionar a luz ao olho da criança, a pupila parece vermelha devido aos fotorreceptores presentes na retina no fundo do olho. No olho com retinoblastoma, através da pupila, enxergamos uma mancha branca, isto é conhecido como reflexo pupilar branco (leucocoria). Este brilho branco geralmente é percebido em fotos tiradas com flash.

O estrabismo, diminuição da visão, dor nos olhos, vermelhidão da parte branca do olho, abaulamento dos olhos e cor diferente de cada íris, embora menos comuns, também são sinais do câncer.


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