Mulher que tentou matar a filha causando colisão na BR-386 é condenada

O caso ocorreu em maio deste ano. O choque intencional contra um caminhão teria seria uma forma de vingança contra o ex-companheiro e pai da menina.

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A Justiça Estadual condenou a pena de 19 anos e 4 meses de prisão por tentativa de homicídio a mulher que tentou matar a filha, de apenas 2 anos, em uma colisão na BR-386, em Lajeado, no Vale do Taquari. O caso ocorreu em maio deste ano. O choque intencional contra um caminhão teria seria uma forma de vingança contra o ex-companheiro e pai da menina.

O caso ocorreu no dia 17 de maio, quando um Fiat Uno, emplacado em Cruzeiro do Sul, atingiu um caminhão no quilômetro 344 da BR-386, entre os bairros Olarias e Montanha, em Lajeado. O veículo era conduzido por Ana Alice Albaneze Gregório. A filha dela, de apenas dois anos, estava em uma cadeirinha no banco de trás do veículo. Com a colisão, a mulher ficou gravemente ferida, enquanto a filha dela teve apenas arranhões, graças ao dispositivo de segurança.

Em depoimento, o motorista do caminhão disse que a condutora do carro “mudou de sentido”, indo de frente contra o caminhão. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo. Horas depois, foi descoberto um vídeo em que a mulher dizia que a filha deveria “se despedir” do pai.

Ana Alice ficou internada no Hospital de Pronto-Socorro de Canoas, onde passou por cirurgias. Após se recuperar dos ferimentos causados pelo acidente, foi no Presídio Madre Pelletier, em Porto Alegre. Em maio, a Justiça decretou prisão preventiva dela.

O júri começou na quarta-feira (17). Durante o julgamento, a mulher se disse arrependida de ter causado a colisão, que teria sido causada, segundo ela, por ter uma relação conturbada contra o ex-companheiro. Para a polícia, o acidente foi premeditado e o vídeo foi usado como peça de acusação contra Ana Alice.

Ela foi condenada pelo crime de tentativa de homicídio com qualificadora de motivo torpe. A pena foi fixada em 19 anos e 4 meses de prisão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. Após o julgamento, ela foi encaminhada para Porto Alegre, onde seguirá presa.


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