Ex-jogador de Inter e Grêmio vira réu por suspeita de ligação com organização criminosa

O ex-jogador Anderson, 33 anos, com passagens por Grêmio, Inter, Porto, Manchester United e Seleção Brasileira, vai responder na Justiça.

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O ex-jogador Anderson, 33 anos, com passagens por Grêmio, Inter, Porto, Manchester United e Seleção Brasileira, vai responder na Justiça por crimes como furto qualificado, organização criminosa e lavagem de bens, direitos ou valores.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul contra o ex-atleta e outras sete pessoas, e foi aceita pela 17ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre.

Segundo o Ministério Público, todos são suspeitos de participação em esquema fraudulento que desviou R$ 35 milhões da Bolsa de Valores e de uma indústria. O grupo teria “lavado o dinheiro” em operações com criptomoedas.

A denúncia, assinada pelo promotor Flávio Duarte, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre. Ele teve  como base a operação do Ministério Público, desencadeada em junho do ano passado.

Na ocasião, a casa de Anderson foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão. Um computador foi levado para análise.

“Nos dias 15 e 16 de abril de 2020, foram desviados R$ 30 milhões da conta bancária de uma grande indústria por meio de 11 transferências eletrônicas (TEDs) para seis empresas localizadas em Porto Alegre e Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, São Paulo e Porto Velho, em Rondônia. Conforme a denúncia, o dinheiro foi desviado em operações realizadas por intermédio de sofisticada técnica realizada por outra empresa, com sede em Cachoeirinha, correntista do mesmo banco”, diz nota do Ministério Público sobre o caso.

Outros R$ 5 milhões teriam sido desviados de outra empresa, ligada à Bolsa de Valores. Parte do montante teria sido lavado com a aquisição de criptomoedas no Brasil e no exterior.


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