Ex-funcionário da Carris é condenado por lavagem de dinheiro e peculato

Réu teria usado dados e a identidade de uma criança morta na década de 1960 para desviar dinheiro da Carris.

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O ex-coordenador de Finanças da Companhia Carris Porto-Alegrense Ivsem Gonçalves foi condenado pela Justiça por crimes cometidos contra o departamento financeiro da empresa de ônibus. O caso foi revelado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul no ano de 2018. O réu, que ocupava cargo em comissão, teria usado dados e a identidade de uma criança morta na década de 1960 para desviar dinheiro.

Gonçalves foi considerado culpado pela prática de 45 crimes de peculato e de 43 crimes de lavagem de capitais. Ele condenado a 15 anos, três meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado. O homem poderá apelar em liberdade, porém, o juiz também determinou que o condenado entregue seu passaporte à Justiça a fim de evitar eventual fuga.

Conforme as investigações, no ano de 1996, o ex-funcionário da Carris fez uma carteira de identidade falsa em Santa Catarina em nome de uma pessoa que havia falecido em 1961. Com essa documentação, além de comprar automóveis e abrir contas em bancos, ele figurou como acidentado e beneficiário direto de indenização paga pela Carris. Depois, o falsário moveu ações indenizatórias em nome de vítimas por ele inventadas.

Os cheques de pagamento das indenizações das ações artificiais foram endossados para ele. A fraude ocorreu entre agosto de 2015 e janeiro de 2017, com o condenado induzindo ao erro, de forma sucessiva, a diretoria da empresa de ônibus.

O réu terá que pagar uma multa e restituir à Carris um total de mais de R$ 1,7 milhão, com correção monetária pelo IGP-M e juros moratórios de 1% ao mês. O juiz que proferiu a sentença decretou, ainda, o perdimento dos bens apreendidos na residência de Ivsem, incluindo os veículos Renault Fluence e Dodge Journey R/T, adquiridos com recursos obtidos da Carris, e as joias encontradas na residência dos filhos do réu.


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