Mulher que matou marido em estufa de fumo no Sul do RS se torna ré por homicídio

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O Ministério Público denunciou autora da morte do agricultor Erni Pereira da Cunha, 42 anos, em Dom Feliciano, na região Sul do Rio Grande do Sul. Acusada teria dopado o homem e colocado ele em uma fornalha de fumo. Queima do cadáver teria durado três dias. Ela, que alega que era vítima de violência doméstica, admitiu que cometeu o crime sozinha.

Elizamar de Moura Alves, 35 anos, foi acusada pelo promotor de Justiça Francisco Saldanha Lauenstein por homicídio duplamente qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de meio cruel, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Conforme a Polícia Civil, o crime teria ocorrido no dia 15 de fevereiro na localidade de Colônia Nova, no interior de Dom Feliciano, onde o casal morava.

A ré confessa teria um suco de laranja na residência da vítima e colocou junto dois comprimidos de um ansiolítico antes de oferecer ao companheiro. O homem estaria alcoolizado no momento que ingeriu o medicamento e, logo depois, teria adormecido.

Em torno de 14h, a vítima tentou sair de casa para ir a um bar, mas caiu no chão, de acordo com a versão apresentada à Justiça pelo Ministério Público. Segundo o promotor a acusada, então, teria arrastar o homem até uma estufa de fumo que havia na propriedade, colocando fogo na fornalha. O celular de Cunha também teria sido destruído pelas chamas.

Dois dias depois, a acusada foi até a Delegacia de Polícia de Dom Feliciano. Ela fez uma declaração de desaparecimento de Cunha. A Polícia Civil investigou o caso e acabou descobrindo que o agricultor havia sido morto.

“O crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois a acusada ministrou remédio sedativo ao ofendido, sem que esse soubesse, o que o deixou vulnerável e desacordado para que a denunciada pudesse praticar o delito. O crime foi praticado com emprego de meio cruel, visto que a denunciada moveu o corpo desacordado da vítima até uma fornalha na estufa da residência e ateou fogo. Após a denunciada matar o companheiro queimado na fornalha da estufa da residência, a mesma continuou alimentando o fogo por cerca de três dias, com o intuito de eliminar vestígios do cadáver”, afirma a denúncia do MP.

Um dos filhos do casal, de 21 anos, chegou a ser preso temporariamente. A investigação apontava que o jovem teria se envolvido em discussões com o pai. Ele, porém, foi liberado pouco tempo depois a mãe confessar que cometeu o crime sozinha e negar qualquer participação dele.

Vítima teria sido queimada viva. Foto: Divulgação/Polícia Civil

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