Doenças respiratórias aumentam durante o inverno; saiba como se prevenir

Geralmente, os resfriados e gripes que ocorrem na mudança de estação possuem sintomas leves, porém, merecem muita atenção por parte da população.

Compartilhe:

O inverno chegou ao hemisfério sul nesta segunda-feira (21) e com ele as doenças respiratórias, como resfriados comuns e gripe, aumentam.

Os dias mais frios apresentam condições favoráveis para a proliferação de vírus e bactérias e, por isso, é preciso atenção redobrada durante esta época do ano.

Geralmente, os resfriados e gripes que ocorrem na mudança de estação possuem sintomas leves, porém, merecem muita atenção por parte da população, pois se não tratadas adequadamente, podem se tornar algo mais grave.

Os sintomas de possíveis doenças respiratórias são: dor de garganta, falta de ar, febre e cansaço. Os indícios de infecção pelo coronavírus são parecidos, portanto, é preciso ficar em alerta. A recomendação das autoridades de saúde é, ao sentir os primeiros sintomas, procurar atendimento médico e, caso necessário, fazer um teste para confirmar o diagnóstico.

Prevenção

Em tempos de pandemia é indispensável manter todos os cuidados. Com a mudança de temperatura e a baixa umidade do ar, as pessoas tendem a ficar em locais fechados e com pouca ventilação, o que ocasiona condições ideais para que os vírus se proliferarem.

O infectologista Eduardo Motti explica que não é o frio ou o inverno que causam as doenças respiratórias, e sim a maior aproximação das pessoas e a falta de ventilação nos ambientes.

“Isso favorece a maior permanência no ar dos vírus e bactérias que causam gripes, infecções de garganta, pneumonias, entre outras enfermidades. Além disso, as mucosas da boca e do nariz ficam mais sujeitas à adesão desses vírus quando a temperatura cai”, explica o médico. Por isso, é muito importante manter o distanciamento social, o uso da máscara e os ambientes arejados.

Manter a higiene e a hidratação em dia também é indispensável para prevenir qualquer tipo de contaminação. O uso do álcool em gel foi intensificado desde o início da pandemia, mas, é preciso também lavar as mãos com água e sabão ao retornar da rua e antes das refeições, independente da circulação do novo coronavírus.

“É importante manter-se hidratado para evitar a secura das mucosas, além de ser imprescindível lavar bem as mãos”, aconselha Motti.

Além disso, os médicos indicam manter uma rotina equilibrada e saudável. Entre as principais recomendações estão:

  • Manter uma alimentação balanceada e saudável;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Tomar sol regularmente;
  • Dormir no mínimo 8 horas por noite;
  • Não fumar;
  • Consumir bebida alcóolica com moderação;
  • Evitar o estresse.

 

Vacina da gripe

A vacinação contra a gripe Influenza, que acontece dentro de todo o território nacional, faz parte do Plano Nacional de Imunização para prevenção contra esse vírus que causa uma doença respiratória aguda, sendo a causa mais frequente de enfermidades desse tipo durante o inverno, e que, assim como a covid-19, tem a probabilidade de ser ainda mais grave em pessoas com comorbidades.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início ainda durante o outono e deve avançar durante os próximos meses.

É importante consultar o calendário de vacinação da sua cidade ou município para saber qual o grupo que está sendo vacinado no momento. Outro lembrete indispensável é checar com seu médico qual o intervalo ideal que deve ter entre a dose da vacina contra a Influenza e a da Covid-19.

O Ministério da Saúde e outros órgãos, como a Sociedade Brasileira de Imunizações, recomendam que seja dado um intervalo de 14 dias entre a aplicação da vacina contra a gripe e a aplicação da vacina contra a covid-19, mas o mais importante é não deixar de se vacinar. Vacinas salvam vidas.

Procure o posto do SUS mais próximo da sua região e mantenha a caderneta de vacinação em dia.


Compartilhe: