RS vai ganhar status sanitário internacional de zona livre de aftosa sem vacinação

No total, espera-se que o alcance da carne gaúcha chegue a 70% dos mercados mundiais. Em termos financeiros, o lucro com exportações pode crescer na casa de US$ 1,2 bilhão por ano

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Já tem data marcada a oficialização do reconhecimento do Rio Grande do Sul como zona livre da febre aftosa. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) concederá o novo status sanitário do Estado em sua Assembleia Geral, no dia 27 de maio, às 7h. De Brasília, a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, vai acompanhar a certificação junto da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

O Estado busca desde 2017 obter esse novo status sanitário. A partir desta certificação existe a expectativa para o acesso a mercados como Japão, Coreia do Sul, México, Estados Unidos, Chile, Filipinas, China (carne com osso) e Canadá. No total, espera-se que o alcance da carne gaúcha chegue a 70% dos mercados mundiais. Em termos financeiros, o lucro com exportações pode crescer na casa de US$ 1,2 bilhão por ano.

O fim da necessidade da vacinação representa também ganhos internos. O Governo Gaúcho calcula que os produtores locais vão economizar algo em torno de R$ 214 milhões por ano em gastos com doses, logística de distribuição, mão-de-obra e a perda de peso dos animais por reação à vacina. O Produtor também deve, segundo a expectativa do Governo, lucrar de 25 a 30% a mais com a evolução do status sanitário.

Será possível acompanhar a certificação através deste link. O cadastro é gratuito.


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