Após chegada de nova remessa da CoronaVac, SES promete zerar segundas doses em atraso

Governo também se mobiliza para encaminhar as vacinas da Pfizer, que precisam de refrigeração especial, para as cidades do Interior gaúcho nos próximos dias.

Compartilhe:

A SES (Secretaria Estadual da Saúde) recebeu, nesta terça-feira (18) 188.800 doses da vacina CoronaVac. Com a nova remessa, será possível zerar segundas doses em atraso em todos os gaúchos que tomaram o imunizante e aguardam ansiosos a conclusão do ciclo vacinal. Elas se somam às 62.400 do lote enviado pelo Ministério da Saúde na semana passada.

A nova remessa pousou no Aeroporto Salgado Filho às 14h40 da tarde. A carga deixou o avião direto para um caminhão da Secretaria da Saúde, que encaminhou os imunizantes até a Ceadi (Central Estadual de Distribuição e Armazenamento de Imunobiológicos). Para impedir qualquer contratempo, o carregamento foi escoltado pela Polícia Federal.

Conforme a secretaria, a distribuição das vacinas para as Coordenadorias Regionais de Saúde começa na manhã desta quarta-feira. Ao todo, serão 251.200 doses da vacina Coronavac. O Governo do Estado estima que a imunização de 180 mil pessoas esteja atrasada. “Somando as duas remessas, iremos distribuir quantitativo suficiente para que todos os que tomaram a primeira dose com Coronavac possam completar o esquema vacinal, o que é fundamental para a eficácia do imunizante”, explica Tani Ranieri, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde.

Vacinas AstraZeneca

Também chegaram ao RS no início da tarde desta terça-feira, no mesmo voo da remessa de Coronavac, mais 269.100 doses de AstraZeneca, que serão reservadas, por recomendação do Ministério da Saúde, para aplicação de D2. As vacinas ficarão armazenadas na Ceadi até o momento de enviá-las aos municípios. Não há atraso na D2 da AstraZeneca.

A SES já distribuiu doses suficientes para completar o esquema vacinal de todos os imunizados com a primeira dose desse laboratório que estariam em tempo de tomar a D2. Além disso, há estoque no RS para D2 de todos os que precisam completar o esquema vacinal até, pelo menos, a metade de julho.

Vacinas da Pfizer serão encaminhadas para cidades do Interior

Nesta terça-feira, a SES e o Cosems (Conselho das Secretarias Municipais de Saúde) começaram a planejar a distribuição das vacinas da Pfizer no Estado. A chegada de um lote de 39.780 doses desse laboratório é aguardada para o início da noite desta terça (18). Após ser somada à remessa de 69.030 em estoque na Ceadi, as doses serão encaminhadas para as cidades do Interior gaúcho.

A pactuação entre SES e Cosems ocorreu a partir de solicitação do Ministério da Saúde, que orienta que as vacinas da Pfizer passem a ser aplicadas além na capital. “Começamos a planejar a distribuição da Pfizer para todos os municípios gaúchos, e isso envolve logística diferenciada e treinamento aos vacinadores”, afirma a secretária da Saúde.

As doses da Pfizer serão utilizadas para imunizar pessoas com deficiência, comorbidades na faixa etária de 39 e 38 anos e gestantes e puérperas com comorbidades e/ou gestantes ou puérperas que apresentem indicação médica após avaliação de risco/benefício. Nas unidades de saúde que irão utilizar a Pfizer, as doses devem ser armazenadas em temperaturas entre 2°C e 8°C por, no máximo, cinco dias, período em que as vacinas precisam ser aplicadas. Nessa temperatura, não há necessidade de ultrafreezer para conservar as doses.

Se houver necessidade de conservação em ultrafreezer, universidades do interior já foram contatadas e irão emprestar os equipamentos. “Como as vacinas precisam ser aplicadas em pouco tempo (um dia para transporte e quatro dias para aplicação), é fundamental que os municípios consigam fazer um agendamento e cadastro prévio de usuários, para não corrermos o risco de perdermos doses”, afirma a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde.

Vacinas precisam ser diluídas em soro fisiológico injetável

Quando forem levadas às geladeiras comuns ou refrigeradores, as vacinas da Pfizer não podem ser congeladas novamente. Para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável, e pode permanecer à temperatura ambiente por até oito horas (duas antes da diluição e seis depois). O laboratório recomenda a aplicação com um conjunto de agulha e seringa chamado de “baixo volume morto”, para ter o menor desperdício possível do líquido e os vacinadores conseguirem extrair todas as seis doses de cada frasco.

Desde abril, gestores e técnicos do Cevs participam de treinamentos da Pfizer para garantir a melhor distribuição, armazenamento e aplicação das doses dessa vacina. Os treinamentos, agora, também serão descentralizados para capacitar as equipes técnicas dos municípios. A primeira capacitação para equipes do interior será na próxima quinta-feira (20/5).


Compartilhe: