Polícia prende mulher envolvida em tentativa de feminicídio ocorrida em parada de ônibus de Porto Alegre

Ela era a atual companheira do acusado e teria ajudado na elaboração da tentativa de feminicídio. Para polícia, crime foi premeditado e teve motivação financeira.

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A Polícia Civil prendeu uma mulher envolvida em uma tentativa de feminicídio ocorrida no dia 2 de maio, em Porto Alegre. A detida é atual companheira do agressor e tentou atrapalhar as investigações, conforme a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre. Crime ocorreu em uma parada de ônibus, no bairro Teresópolis.

De acordo com a investigação, ela tinha conhecimento que o companheiro queria matar a vítima. Ela teria ajudado ele, planejando detalhes da execução do crime. Depois do ataque, ela escondeu e tentou eliminar provas, atrapalhando as investigações. A prisão da acusada ocorreu em Balneário Pinhal, no Litoral Norte gaúcho. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão.

A suspeita de que a atual companheira tivesse envolvimento foi corroborada pelo depoimento da mãe do autor da tentativa de feminicídio. As medidas cautelares foram deferidas pela 4ª Vara do Júri de Porto Alegre, Especializada em Feminicídios, após parecer favorável do Ministério Público.

Os policiais já desconfiavam do casal por conta das versões contraditórias apresentadas durante as investigações.  Em depoimento, o homem – que segue preso – confessou que a atual companheira sabia de tudo. Ele admitiu que a intenção era obter definitivamente a guarda dos filhos.

Crime foi premeditado, diz delegada

Conforme a delegada Marina Dillenburg, que ouviu a vítima no hospital e acompanhou as diligências no litoral, o crime foi premeditado de forma bastante detalhada pelo casal. Além da questão da guarda dos filhos, tinha motivação financeira para executar a ex-companheira.

A vítima também falou à polícia. A mulher, que foi atingida por um golpe de faca no pescoço e chegou a ficar em estado grave, afirmou que, além da questão de não querer pagar pensão alimentícia e da guarda dos filhos, ela possuía um seguro de vida em seu nome. Os beneficiários do seguro de vida eram os filhos. Por isso, acreditava que o crime tinha sido premeditado para que eles ficassem com o dinheiro.

Já a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, titular de Deam de Porto Alegre e destaca que o agressor esteve à espreita da vítima em pelo menos duas ocasiões anteriores.

A vítima fez questão de gravar um vídeo de alerta para outras mulheres, sobre a importância de buscarem ajuda, romperem o silêncio e denunciarem seus agressores no primeiro sinal de violência doméstica.


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