Morre o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, aos 41 anos

Na sexta-feira à noite (14), teve seu quadro de saúde considerado “irreversível” pelo corpo médico do Hospital Sírio-Libanês, onde fazia tratamento contra um câncer.

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morreu às 8h20 deste domingo (16), em decorrência do câncer da transição esôfago-gástrica e complicações do tratamento. O velório será fechado, com a presença apenas para a família, mas haverá também uma cerimônia na prefeitura.

Licenciado do cargo no início deste mês, Bruno Covas estava em tratamento no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. A doença que levou a morte precoce do político paulista foi diagnosticada em 2019. Na sexta-feira à noite (14), teve seu quadro de saúde considerado “irreversível” pelo corpo médico.

Filho de Pedro Lopes e Renata Covas Lopes e pai de Tomás Covas, 15 anos, Bruno nasceu em Santos, no litoral paulista, no dia 7 de abril de 1980, e foi advogado, economista. Mudou-se para a capital paulista em 1995 e, dois anos depois, filiou-se ao PSDB, seguindo os passos do avô, o ex-governador Mário Covas (1930-2001), sua grande inspiração e influência política.

No partido, chegou a ser presidente estadual e nacional da Juventude do PSDB e ocupou cargos na Executiva Estadual. Sua carreira na política começou em 2004, quando se candidatou a vice-prefeito de sua cidade natal. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo e reeleito para o mesmo cargo em 2010, com mais de 239 mil votos, sendo o mais votado d aquele ano.

No ano seguinte, assumiu a Secretaria Estadual do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin, permanecendo no cargo até 2014, quando foi eleito deputado federal para o mandato 2015-2019. Teve a quarta maior votação do Estado de São Paulo.

Em 2016, chegou a se apresentar, como pré-candidato à prefeitura de São Paulo. Mas acabou se tornando vice na chapa que elegeu João Dória. Covas foi um vice discreto. Chegou a perder o cargo de secretário das Subprefeituras. Assumiu a Casa Civil, responsável pela articulação política entre Executivo e Legislativo.

Com a saída de Dória da Prefeitura para concorrer ao cargo de governador, em abril de 2018, assumiu a chefia da maior cidade do país. Foi reeleito em 2020.


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