Fiocruz alerta para intensificação da pandemia da Covid-19 no Brasil

Situação deve piorar capacidade de atendimento nos hospitais por causa da circulação intensa do vírus Sars-CoV-2.

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O Brasil deve viver, nas próximas semanas, um novo crescimento no número de casos, de acordo com Observatório Covid-19 da Fiocuz. Análise de dados aponta que houve um aumento das taxas de incidência de casos novos de Covid-19. Situação deve piorar capacidade de atendimento nos hospitais por causa da circulação intensa do vírus Sars-CoV-2.

Com o recrudescimento da pandemia nas próximas semanas, o estudo sinaliza uma nova elevação do número médio de óbitos para um patamar em torno de 2.200 por dia. Por causa da circulação intensa do vírus, as novas infecções podem resultar em casos graves de Covid-19, afirmam os pesquisadores responsáveis pelo Boletim.

Outro ponto considerado preocupante é o rejuvenescimento da pandemia que, associada à circulação de novas variantes do vírus no país, torna mais crítica as consequências entre grupos mais jovens. O estudo conclui que a maior exposição desta faixa etária está associada a condições precárias de trabalho e transporte, além da retomada de atividades econômicas e de lazer. Essa maior circulação de pessoas está diretamente associada às flexibilizações das restrições vigentes em março.

“Esse contexto vai gerar novas pressões sobre todo o sistema de saúde. O aumento no número de internações, demonstrado pelo novo aumento das taxas de ocupação dos leitos de UTI é resultado desse novo quadro da pandemia no Brasil”, ressaltam os pesquisadores da Fiocruz. Eles alertam o reforço de estratégias de testagem de casos suspeitos e seus contatos, além da identificação de qual a variante causou o contágio (vigilância genômica). Isolamento social e ações de higiene pessoal já deveriam ser parte do dia-a-dia dos brasileiros.

Ao mesmo tempo, dizem os pesquisadores, são necessárias medidas de preparação do sistema de saúde, desde a sincronização com a atenção primária em saúde, até a organização da média e alta complexidade, incluindo a oferta de leitos clínicos e UTIs Covid-19, e garantia da oferta de insumos.

O estudo pode ser lido, em sua íntegra, aqui.

Leitos no Rio Grande do Sul

No levantamento da Fiocruz, encerrado em 22 de maio, o Rio Grande do Sul tinha 79% dos leitos ocupados. Nesta quinta-feira, a taxa de ocupação de leitos em geral saltou para 83,5%. São 2.853 pacientes em 3.417 leitos no Estado. Antes da pandemia, eram 933 leitos no RS.


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