Governo do RS mantém restrições da bandeira preta pela sexta semana consecutiva

Motivo é o colapso no sistema de saúde e número de óbitos em uma semana, o maior desde início da pandemia.

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Pela sexta semana consecutiva, o Rio Grande do Sul segue em bandeira preta nas 21 regiões de saúde. Ou seja, seguem vigentes as restrições já aplicadas nas últimas semanas. Apenas regiões que possuem gestão compartilhada podem adotar restrições mais brandas, da bandeira vermelha.

Conforme o governo do Estado, esse já é o mapa definitivo, sem possibilidade de envio de pedidos de reconsideração, devido à gravidade do cenário. A análise dos 11 indicadores do modelo de Distanciamento Controlado desta semana mostra sutil melhora. Houve redução no número de confirmados com Covid-19 em leitos clínicos (-20%). Também houve leve queda no número de internados pela doença em leitos de UTI (-4%).

Mas o sistema hospitalar do Rio Grande do Sul segue em colapso, com ocupação geral de 98,1% de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva). O pior cenário, até a noite desta sexta-feira, é na rede privada, com superlotação de 114%. No SUS (Sistema Único de Saúde), a ocupação é de 91%.

No entanto, houve aumento no número de óbitos, com crescimento de 16% de uma semana para outra. Foram de 1.824 para 2.124. É o maior registro em uma semana desde o começo da pandemia.

Cogestão regional e feriado de Páscoa

A retomada da possibilidade de cogestão regional se deu no dia 22 de março. O sistema permite a adoção de protocolos distintos daqueles de bandeira preta, mas tão ou mais rígidos do que os da bandeira imediatamente anterior (neste caso, a bandeira vermelha).

O governo do Estado também havia prorrogado a suspensão de atividades não essenciais das 20h às 5h até 4 de abril aos fins de semana e feriados. Na quinta-feira (2/4), porém, o Estado anunciou que a medida seguirá vigente pelo menos até 9 de abril.

Aos finais de semana e feriados, segue a determinação da restrição de atividades presenciais durante todo o dia. As exceções são os serviços essenciais, como farmácias, supermercados e comércio de materiais de construção e demais exceções que já constam no atual decreto de suspensão geral de atividades (Decreto 55.789).

A exceção será este sábado (3/4), quando ficará permitida a abertura de atividades não essenciais, como comércio e restaurantes, com as mesmas restrições de horário dos dias úteis. A suspensão geral das atividades foi mantida na Sexta-feira Santa (2/4) e seguirá no domingo de Páscoa (4/4).

As atividades não essenciais poderão funcionar neste sábado (3) com os mesmos horários de dias úteis. Portanto, o comércio em geral, academias, salões de beleza e outros serviços só podem funcionar entre 5h e 20h.

Para restaurantes, bares e lancherias, o horário limite para atender clientes de forma presencial é 18h e o atendimento pode ser feito nas modalidades de take away (pegue e leve) e drive-thru entre as 5h e 20h em todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados. Após esse horário, somente tele-entrega.

Para os supermercados, o limite de funcionamento é 22h em qualquer dia da semana. Todos os serviços podem operar em modo delivery (tele-entrega). As atividades essenciais, como farmácias, clínicas médicas, postos de combustíveis, entre outros, não têm restrição de horário.

Parques temáticos, de aventura, jardins botânicos, zoológicos e museus, entre outros espaços de cultura e lazer, seguem proibidos de receber público externo na bandeira preta e na vermelha (limite para quem está em cogestão), em qualquer dia da semana. A permanência em praias, praças e parques urbanos também segue restrita, e esses locais estão liberados apenas para atividades físicas individuais.


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