Seis pacientes morrem após falha em sistema de oxigênio no hospital de Campo Bom

Conforme a SES, “os óbitos teriam ocorrido devido a uma falha no sistema de distribuição de oxigênio”. 

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ATUALIZADA ÀS 15h37 – Ao menos seis pacientes que estavam internados no hospital Lauro Reus, em Campo Bom, no Vale do Sinos, morreram na manhã desta sexta-feira (19). Elas podem ter sido motivadas por uma “pane” no sistema de distribuição de oxigênio aos pacientes. A informação das mortes foi divulgada pela SES/RS (Secretaria Estadual da Saúde). O hospital nega falta do insumo e diz que não há relação entre a pane na distribuição com os óbitos.

Conforme a SES, a morte dos seis pacientes teria “ocorrido devido a uma falha no sistema de distribuição de oxigênio”. As vítimas estavam na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e na área semi-intensiva do hospital. Elas foram classificadas como em estado de saúde “muito grave” pela Prefeitura de Campo Bom. Até a tarde desta sexta-feira, no entanto, não se sabe se os pacientes tinham diagnóstico positivo para Covid-19.

A Secretaria Estadual da Saúde diz que está buscando maiores informações sobre o caso. A assessoria do hospital Lauro Reus se pronunciou sobre o ocorrido por meio das redes sociais, onde admite a falha no sistema de distribuição. A direção nega a informação de falta de oxigênio e também a relação entre o problema de distribuição com os óbitos ocorridos na unidade de terapia intensiva e semi-intensiva. Diz que “não houve em momento algum falta de oxigênio aos pacientes, devido à rápida ação da equipe assistencial, que acionou imediatamente o Plano de Contingência”. Mas admite que houve uma “instabilidade na rede central de distribuição de oxigênio [O²] que durou aproximadamente 30 min”.

Cilindros com oxigênio foram levados ao hospital para caso de necessidade. O Lauro Reus opera atualmente com capacidade próxima a 300% acima da média.

O que diz a SES

A Secretaria da Saúde, preocupada com a falta de oxigênio nos hospitais gaúchos, oficiou todas as unidades hospitalares para que fosse mantido um estoque mínimo de oxigênio, suficiente para uma semana. A SES teve conhecimento do fato ocorrido em Campo Bom e, imediatamente, acionou o hospital, que confirmou os seis óbitos. Todavia, os óbitos teriam ocorrido devido a uma falha no sistema de distribuição de oxigênio, e não pela falta desse. Estamos oficiando o hospital neste momento para que tenhamos informações mais detalhadas do ocorrido.

O que diz o hospital

NOTA TECNICA OFICIAL HOSPITAL LAURO REUS

Com relação à informação sobre a falta de oxigênio nesta manhã no Hospital Lauro Reus, de Campo Bom, a direção da unidade de saúde esclarece que:

1) No período entre 08h10 e 08h40 da manhã desta sexta-feira (19) haviam 26 pacientes em ventilação mecânica na UTI e Emergência.

2) Não houve em momento algum falta de oxigênio aos pacientes, devido à rápida ação da equipe assistencial, que acionou imediatamente o Plano de Contingência – em decorrência de uma instabilidade na rede central de distribuição de oxigênio (O²) que durou aproximadamente 30 min.

3) Segundo a direção técnica do hospital, diante da gravidade geral da situação em nível mundial, e não diferente no Rio Grande do Sul, este hospital opera atualmente com capacidade próxima a 300 % acima da média.

4) Considerando os fatos, foi imediatamente instaurada uma sindicância para verificar as possíveis causas da instabilidade temporária na central de Oxigênio (O²).

O que diz a Prefeitura de Campo Bom

Devido à situação ocorrida no Hospital Lauro Reus na manhã desta sexta-feira (19), a Prefeitura de Campo Bom vem por meio desta nota, esclarecer:

Nesta manhã, ocorreu uma instabilidade na rede central de distribuição de oxigênio do hospital.  Assim que a Prefeitura soube do ocorrido, prontamente, por intermédio do prefeito Luciano Orsi, do secretário de Saúde João Paulo Berkembrock e da equipe técnica do hospital, colocou à disposição todo o auxílio possível para manter a oxigenação dos pacientes. Foram enviados reforços da Samu e outros profissionais da saúde, entre médicos e enfermeiros, se deslocaram para prestar ajuda. Além disso, foram providenciados carregamentos com mais cilindros de oxigênio como medida de retaguarda. 

Seis pacientes, considerados casos muito graves, internados nas Unidades de Terapia Intensiva e Semi-intensiva, infelizmente acabaram falecendo.

O Hospital Lauro Reus já instaurou uma sindicância para averiguar a causa.


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