Dois suspeitos de ataque a banco em Criciúma são capturados em Gramado

A chegada da polícia até o local se deu através de troca de informações de inteligência entre as polícias gaúcha e catarinense.

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Mais dois suspeitos de terem participado do ataque a banco em Criciúma, em Santa Catarina, foram presos. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (3) no município de Gramado, na Serra Gaúcha. A informação foi divulgada pela Chefe de Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegada Nadine Anflor, durante coletiva de imprensa da cúpula da Segurança Pública do Estado.

Conforme a delegada, as prisões ocorreram durante cumprimento de mandado de busca e apreensão. A ação era realizada por agentes do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais). A chegada da polícia até o local se deu através de troca de informações de inteligência entre as polícias gaúcha e catarinense.

No local, uma pessoa foi presa em cumprimento ao mandado. Ela estava na casa apontada pela polícia como possível esconderijo de integrantes da quadrilha. O local teria sido alugado, conforme a Polícia Civil, através de um aplicativo. O segundo preso na ação tentou fugir. Ele se dirigiu a uma área de matagal mas, foi capturado pelos agentes que realizavam o cumprimento do mandado.

Os dois presos devem ser transferidos para a sede do DEIC, em Porto Alegre. Ainda não há informação se eles serão, mais tarde, transladados à Criciúma, cidade onde ocorreu o ataque ao Banco do Brasil.

A identificação dos presos deve ser realizada ao longo das próximas horas. Mas o nome dos presos não deve ser informado à imprensa. Os desdobramentos dos trabalhos investigativos neste momento serão mantidos em sigilo. O objetivo é obter o máximo de resultado, evitando a divulgação de informações que, quando do conhecimento dos bandidos, atrapalhem as ações policiais.

Os trabalhos de investigação deste caso são da Polícia Civil de Santa Catarina em conjunto com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Polícia Civil de São Paulo, Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina, Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Sul, além da Polícia Militar de Santa Catarina, Ministério Público de Santa Catarina, Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina e Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa de Santa Catarina.

Presos em outras ações são de SP

Todos os seis presos capturados até então são naturais do Estado de São Paulo. Isso reforça a tese inicial que o ataque tenha sido realizado a mando de uma facção criminosa que atua naquele Estado.

Conforme a Polícia Civil de Santa Catarina, houve considerável progresso nas investigações. Foram adotadas todas as providências legais sobre os suspeitos do crime, por exemplo, a realização de representações judiciais em relação a esses suspeitos.

Mulher suspeita presa em SP

Uma mulher, de 31 anos, foi presa hoje na zona Sul de São Paulo. Conforme informações da Polícia Civil paulista, ela é suspeita de ter ligação com o assalto ao banco em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Foram encontradas 200 munições para fuzil calibre 7.62 e rádios comunicadores, tijolos de cocaína, entre outros itens. Mas o que mais chamou atenção da polícia foram os 86 detonadores de explosivos e dois carregadores de pistola calibre 9mm encontrados com a mulher.

Se confirmada a participação dela no crime, seriam nove presos dos mais de 30 que participaram do roubo ao Banco do Brasil.

Maior crime cometido em SC

O assalto ao Banco do Brasil em Criciúma, na madrugada, é o maior crime do gênero na história de Santa Catarina. O colegiado da Segurança Pública acredita que os criminosos são de fora do Estado, especialmente de São Paulo.

Durante o ataque, o centro foi sitiado e bloqueado pelos assaltantes. Eles realizavam constantes disparos com armas longas, possivelmente fuzis. Várias explosões foram ouvidas. A região entorno da Praça do Congresso foi totalmente bloqueada na ação. A cidade, no entanto, teve vários pontos de tiroteio, inclusive em bairros mais distantes do centro.


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