Casal é preso em São Paulo por conexão com assalto a banco em Criciúma

Dois suspeitos, que seriam um casal, foram capturados em Campinas na noite desta quinta-feira (3). Um terceiro indivíduo é procurado.

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Chega a 11 o número de suspeitos presos pelo ataque ao Banco do Brasil de Criciúma, Sul de Santa Catarina. Dois suspeitos, que seriam um casal, foram capturados em Campinas na noite desta quinta-feira (3). Um terceiro indivíduo que estaria com eles é procurado pela polícia paulista.

Conforme a Polícia Civil de São Paulo, a prisão ocorreu após denúncia anônima. Munições de fuzil foram apreendidas. A polícia também encontrou explosivos que são similares aos usados no ataque.

De acordo com o coronel Rogério Silva, da PM de São Paulo, a suspeita presa teria admitido participação no crime. E segundo o policial, em seu celular foram localizadas mensagens que comprovam o elo ao mega-assalto.

Ainda de acordo com o policial, o terceiro suspeito de Campinas ligado ao crime é irmão da mulher presa nesta quinta. Eles acreditam que o material encontrado na casa dos pais dela, como munições e explosivos, tenha ligação com o irmão.

Ele também confirmou que o serviço de inteligência da polícia confirmou que um dos veículos utilizados no assalto havia sido abastecido em posto de combustíveis na Rodovia Anhanguera, em Campinas.

Quem são os presos

As investigações conjuntas dos órgãos de segurança de três estados levaram às prisões de 11 pessoas. Ao menos 30 criminosos participaram da ação em Criciúma, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina.

A primeira prisão ocorreu em São Paulo, capital. Foi uma mulher, de 31 anos. Foram encontradas com ela 200 munições para fuzil calibre 7.62 e rádios comunicadores, tijolos de cocaína, entre outros itens. Mas o que mais chamou atenção da polícia foram os 86 detonadores de explosivos e dois carregadores de pistola calibre 9mm encontrados.

Os primeiros a serem presos no Rio Grande do Sul foram dois homens em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Eles estavam na BR-116 quando foram abordados por agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Eles foram transferidos para Porto Alegre, onde tiveram as prisões em flagrante homologadas pela Justiça. Na manhã desta quinta-feira, eles foram transferidos para Santa Catarina.

Duas horas mais tarde, as 20h, três homens em Passo de Torres, por volta das 18h de ontem (2). Eles estavam com R$ 49 mil em um carro. Os presos foram transferidos para Araranguá, onde foram interrogados e tiveram as prisões homologadas pela Justiça.

Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira foi preso mais um indivíduo. Ele estava em um sítio de Morrinhos do Sul, município do Litoral Norte do Estado. Com ele foi apreendida a quantia de R$ 8 mil. Também foram encontradas notas de dinheiro danificadas ou queimadas. Os danos podem ter ocorrido durante a explosão do cofre do Banco do Brasil.

Horas mais tarde a Polícia Civil do Rio Grande do Sul fez uma operação em Gramado, na Serra gaúcha. Dois homens foram capturados durante cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão. A informação foi divulgada pela Chefe de Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegada Nadine Anflor, durante coletiva de imprensa da cúpula da Segurança Pública do Estado.

A eles se soma o casal preso em Campinas.

Força-tarefa

Os trabalhos de investigação deste caso são da Polícia Civil de Santa Catarina em conjunto com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Polícia Civil de São Paulo, Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina, Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Sul, além da Polícia Militar de Santa Catarina, Ministério Público de Santa Catarina, Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina e Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa de Santa Catarina.

Maior crime cometido em SC

O assalto ao Banco do Brasil em Criciúma, na madrugada, é o maior crime do gênero na história de Santa Catarina. O colegiado da Segurança Pública acredita que os criminosos são de fora do Estado, especialmente de São Paulo.

Durante o ataque, o centro foi sitiado e bloqueado pelos assaltantes. Eles realizavam constantes disparos com armas longas, possivelmente fuzis. Várias explosões foram ouvidas. A região entorno da Praça do Congresso foi totalmente bloqueada na ação. A cidade, no entanto, teve vários pontos de tiroteio, inclusive em bairros mais distantes do centro.


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