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Desacelera detecção de coronavírus em esgotos na Grande Porto Alegre

O estudo é feito em parceria com instituições do setor e universidades.
Coleta de amostra no arroio Dilúvio, na área central de Porto Alegre. Foto: Sérgio Louruz / Smams

O 4º Boletim de Acompanhamento do monitoramento ambiental do coronavírus na região metropolitana de Porto Alegre aponta diminuição da carga viral encontrada em todos os tipos de coleta de água. “Retirados nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e águas superficiais.”

De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Ambiental do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Aline Campos, nas amostras retiradas das estações de tratamento, que são ambientes mais controlados, isso fica bem evidente.

“Nos arroios também ocorreu a diminuição, mas os dados são menos constantes”, acrescenta. A desaceleração foi constada a partir da segunda semana de setembro, em consonância com a estabilização da pandemia da Covid-19 no Estado.

De acordo com o mais recente boletim, “o monitoramento ambiental do SARS-CoV-2 (novo coronavírus) através da análise de águas residuárias tem se mostrado uma ferramenta promissora como indicador de presença e variação na transmissão do novo coronavírus em uma população”.

O estudo é feito em parceria com instituições do setor e universidades, e tem demostrado a relação entre a presença do vírus nos esgotos e o número de casos positivos da Covid-19 na região abrangida.

As análises

As amostras de água coletadas de estações de tratamento, de efluentes hospitalares e de pontos de captação de água bruta passam por análise molecular para definir a ocorrência e quantificação do RNA viral do SARS-CoV-2 (coronavírus).

Planeja-se estender o monitoramento por 10 meses, permitindo acompanhar a ocorrência e distribuição do vírus ao longo da epidemia e das diferentes sazonalidades.

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