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Coletânea traz o lado repórter de Gabriel García Márquez

Em um momento em que a imprensa virou alvo de ataques, obra reitera a paixão do autor colombiano pelo seu ofício de origem, o jornalismo
O escândalo do século (Ed. Record) reúne textos publicados pelo colombiano entre 1950 e 1984 em jornais e revistas. Foto: Divulgação

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, em 1982, Gabriel García Márquez revela seu lado jornalístico em O escândalo do século (Ed. Record). A obra é uma coletânea com cinquenta textos publicados entre 1950 e 1984 em jornais e revistas.

Em um momento em que a imprensa virou alvo de ataques, a obra reitera a paixão do autor colombiano pelo seu ofício de origem, o jornalismo, revelando sua genialidade até mesmo para reportar dos casos mais corriqueiros, como o do bebê mordido por um cachorro acometido por raiva, a trama mais complexas.

Gabriel García Márquez é uma das figuras mais importantes e influentes da literatura universal. Ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1982, deixou bem claro em seus últimos anos de vida que o jornalismo sempre foi sua maior paixão e também a mais duradoura.

Além de romancista, foi contista, ensaísta, crítico cinematográfico e roteirista. Intelectual comprometido com os grandes problemas sociais – em especial aqueles que afetavam sua amada Colômbia e a América Hispânica, Gabo é a figura máxima do chamado realismo mágico.

O escândalo do século é uma amostra da tensão narrativa – entre jornalismo e literatura – que permeou toda a trajetória de Gabriel García Márquez como repórter. Passando por quatro décadas de textos o livro mostra como “o melhor ofício do mundo” está no coração do Prêmio Nobel colombiano.

O ESCÂNDALO DO SÉCULO
(El escándalo del siglo)
Gabriel García Márquez
Tradução de Joel Silveira, Léo Schlafman e Remy Gorga, filho
350 págs. R$ 59,90
Editora Record | Grupo Editorial Record

Os textos selecionados por Cristóbal Pera vão desde as reportagens escritas em Roma sobre a morte de uma jovem italiana, acontecimento que possibilitou ao autor pintar um afresco incomparável das elites políticas e artísticas da Itália, até crônicas sobre o tráfico de mulheres de Paris para a América Latina, além dos apontamentos sobre Fidel Castro ou João Paulo II.

No livro também é possível encontrar fragmentos precoces, nos quais aparecem pela primeira vez Aracataca e a família Buendía, ao lado de artigos que contemplam política, sociedade e cultura sob a ótica desse grande contador de histórias.

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