Mais de 60 postos de saúde fecham em Porto Alegre após anúncio de plano

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A Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre comunicou que 68 postos de saúde do Imesf (Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família), responsável pela atenção primária do SUS da Capital, fecharam as portas na tarde desta terça-feira (17).

De acordo com a prefeitura de Porto Alegre, a paralisação dos funcionários deixou mais de 400 mil pessoas sem atendimento.

O fato aconteceu após o anúncio da prefeitura de criar um plano emergencial a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal, que tornou o Imesf inconstitucional.

O projeto apresentado pela prefeitura para assegurar e qualificar os serviços de saúde é amplo. “Em alguns meses, os atendimentos serão ainda mais eficientes e a população terá à disposição a melhor atenção primária da história de Porto Alegre”, ressalta em nota.

Um grupo de trabalhadores se concentrou em frente ao Paço Municipal, sede da Prefeitura de Porto Alegre. O secretário geral do Sindisaúde, Júlio Cesar Jesien, disse que a população não será prejudicada, apesar da manifestação.

Pela proposta da prefeitura, os profissionais seguem atuando durante o processo de reorganização e aviso prévio.

“Existe, também, a expectativa de que muitos desses trabalhadores, pela experiência e qualidade adquiridas, sejam absorvidos pelo contratante emergencial.”

“É preciso que todos tenham responsabilidade profissional e espírito público neste período de transição. Em breve, tudo estará resolvido, e o melhor: com um serviço de saúde ainda mais qualificado para os porto-alegrenses”, encerra a nota.

A Capital tem 140 postos, sendo que 77 são do IMESF.


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