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Maratonista Paulo Paula treina em Portugal em busca de vaga para Tóquio 2020

Os Jogos Pan-Americanos ainda estão em andamento, mas tem atleta brasileiro com foco em Tóquio 2020. É o caso do maratonista brasileiro Paulo Paula.

Embora os Jogos Pan-Americanos estejam em andamento, já tem atleta brasileiro com a cabeça voltada para Tóquio 2020. É o caso do maratonista brasileiro Paulo Paula, que tem Londres 2012 e Rio 2016 em seu currículo. O time de conteúdo da Betway Esportes entrevistou o atleta em Portugal, onde ele se dedica exclusivamente à preparação dos Jogos Olímpicos.

Paulo, atualmente com 39 anos, foi oitavo colocado nos Jogos de Londres e 15º no Rio de Janeiro. Desde de 2011 ele passa mais tempo em Portugal do que em terras brasileiras. O motivo é simples: no país europeu, Paulo não precisa se preocupar com nada além de se manter em alto nível competitivo.

O maratonista ama correr. Tira o seu sustento do atletismo, mas treina e disputa as provas com prazer, alegria. Para ele não é um simples trabalho ou hobby.

A exemplo de diversos atletas brasileiros, Paulo dribla as dificuldades de ser esportista profissional no Brasil. “Hoje, eu corro por mim mesmo. Lógico que vou correr com a camisa do Brasil, mas se eu não tenho nenhuma ajuda do meu país”, lamenta.

Paulo está inscrito no “Bolsa Atleta”. Ele está enquadrado na Categoria Olímpica, que tem direito ao maior benefício oferecido pelo Governo Federal. Mas, segundo ele, não recebe nada desde o início de 2018. “Como posso fazer minha preparação assim? E isso quem está falando é um atleta que já disputou dois Jogos Olímpicos”, pondera o maratonista, durante bate-papo com o site de apostas esportivas Betway.

Preparação

Paulo treina no município de Moita, na região metropolitana de Lisboa, em Portugal. A cidade do distrito de Setúbal tem apenas 17.600 habitantes e fica a 20 quilômetros da capital lusitana. Seus treinamentos, porém, não tem ajuda de um técnico ou de qualquer apoio ou acompanhamento da Confederação Brasileira de Atletismo.

“Aqui, ganho uma ajuda de custo do meu clube, o Run Tejo. Eles me dão as viagens, alimentação, massagista, nutricionista, exames médicos. Enfim, tudo o que eu não tenho no Brasil”, aponta.

O maratonista já é figura bastante conhecida dos moitenses, embora fique alternando entre Portugal e Brasil há oito anos. Enquanto faz sua preparação, cumprimenta e é cumprimentado por quase todos que passam por ele. Paulo treina em uma pista pública, à beira do Tejo, que alterna trechos de asfalto e de terra.

Paulo luta para obter uma vaga para Tóquio. Ele já conseguiu índice que o habilita a disputar o Campeonato Mundial de Atletismo, que ocorrerá em outubro em Doha, no Catar. “Meu foco principal é conseguir fazer uma boa competição, chegar entre os dez primeiros, que me dá a garantia entrar nos Jogos Olímpicos”, projeta.

“Eu só fico de fora dos Jogos se me acontecer uma lesão. O meu corpo e a minha mente querem Tóquio 2020 e eu vou conseguir”, destaca.

Desistência do Pan

Mas para conseguir se preparar, Paulo teve que abdicar de disputar o Pan-Americano de Lima 2019. Ele aponta que é melhor continuar treinando em Portugal do que ir para a competição continental e correr riscos de sofrer uma lesão e atrapalhar sua preparação.

“Para ser grande, preciso disputar com os grandes. Os Estados Unidos não mandam a equipe A para o Pan. Lógico que para a Confederação Brasileira de Atletismo, seria melhor uma medalha Pan-americana”, reflete.

O maratonista destaca que vale mais a pena investir na competição de outubro que conquistar medalhas em Lima. O motivo é o status dado aos competidores que melhor se classificam no Campeonato Mundial. “Como eles [a Confederação Brasileira de Atletismo] não me dão condições para viver de atletismo no Brasil, eu tenho de pensar em mim”.

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