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Vereador e assessor são presos por exigirem salários de servidores

Mandados de busca foram cumpridos durante as investigações. Foto: Divulgação/MPRS

O Ministério Público denunciou à Justiça de Santa Cruz do Sul o vereador da cidade Paulo Henrique Lersch, a mãe dele, Nersi Ana Backes, e o assessor parlamentar Carlos Henrique Gomes da Silva, pelos crimes de associação criminosa, concussão e coação no curso do processo.

A denúncia, assinada pelo coordenador do Gaeco Região Central, Joel Dutra, e pelo promotor de Justiça de Santa Cruz do Sul Érico Fernando Barin, é resultado das investigações da Operação Feudalismo.

De acordo com o Ministério Público, a operação detectou um esquema criminoso de extorsão de parte dos salários de dois assessores em proveito do vereador.

O Ministério Público pede à Justiça que os valores exigidos sejam devolvidos às vítimas (em torno de R$ 62 mil, que devem ser corrigidos após o trânsito em julgado da sentença).

O vereador e o assessor foram presos preventivamente em uma operação do Ministério Público. Conforme as investigações, iniciadas em 2016 pela Promotoria de Justiça de Santa Cruz do Sul, havia um esquema de arrecadação de dinheiro implantado por Lersch, com auxílio da mãe e do assessor .

De acordo com o Ministério Público, a mulher era quem recolhia os valores.

Dinheiro no envelope

Em março deste ano, uma das vítimas ficou apenas com R$ 1 mil dos R$ 3,5 mil. Ela foi obrigada a colocar o dinheiro em um envelope e entregar na casa da mãe do vereador. No momento da entrega, lá estava o assessor, que foi quem recebeu o envelope.

Em 28 de maio, o Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão no local, confirmando a existência de mais de R$ 8 mil divididos em dois envelopes. “Com os nomes dos assessores e do vereador escritos no lado de fora”, ressaltou o Ministério Público.

Dentro, havia o extrato bancário e um pedaço de papel escrito à mão, com cálculos que chegavam à quantia existente nos envelopes.

A denúncia por coação se dá em virtude das ameaças sofridas por testemunhas para que alterassem o teor de seus depoimentos prestados ao Ministério Público durante as investigações.

Esse foi um dos motivos do pedido de prisão preventiva deferido pelo Judiciário.

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